domingo, março 04, 2007

De volta em casa

Chegamos em casa ontem, mas só agora consegui vir para o computador. Nem pareço a mesma pessoa. O Antônio está dormindo sossegado agora depois de mamar bem, então consegui um tempinho pra vir aqui agradecer. Muito obrigada pelos recadinhos! Fiquei muito emocionada! Muito mesmo!

Estamos ótimos, apesar do "caos" que são os primeiros dias, porque tudo, absolutamente tudo é novo, pro bebê e pra gente como pais. Eu e o Roberto estamos completamente apaixonados pelo Antônio!

Depois eu faço um relato de parto mais completo, mas já adianto que foi cesárea. Não era o tipo de parto que eu queria, mas graças a Deus que existe essa opção pra quando ela é necessária! Apesar de ficar horas em horas em trabalho de parto, eu não tive dilatação nenhuma e o Antônio não encaixou. Isso porque a cabecinha dele estava numa posição estranha ("mal-fletida"), em vez de estar com o alto da cabeça pra baixo, ele estava com o queixo pra baixo. E por causa das duas circulares de cordão ele não conseguia ir para a posição certa, mesmo com as contrações fortes e ritmadas.

Continuo super a favor do parto normal, porque sou testemunha de que a recuperação de uma cesárea não é nada agradável. Dói bastante nos primeiros dias e além disso eu fui "entupida" de remédios, que me deixaram um pouco dopada. Então, acho que o parto normal deve ser sempre a primeira opção, e se eu tiver outro filho vou tentar parto normal de novo. Até porque eu achei as dores das contrações bem suportáveis.

Mas nada disso importa pra mim nesse momento. O que importa mesmo é que meu filho nasceu bem, saudável e a cada minuto fazemos juntos uma nova descoberta.

quinta-feira, março 01, 2007

Edição extraordinária!

Antônio Zadrozny Felinto de Oliveira, filho de Bianca Zadrozny e Roberto Imbuzeiro Moraes Felinto de Oliveira, nasceu no dia 28 de fevereiro de 2007, às 20h, no bairro das Laranjeiras da cidade do Rio de Janeiro. Mãe e bebê passam muito bem. O pai veio aqui escrever este breve post.

http://www.flickr.com/photos/7228362@N08/

PS: Foto no site da Perinatal.

http://www.perinatal.com.br/site2/scripts/internet/bebes.asp?codigo=PI112578

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Está chegando a hora!

Finalmente! Ontem ao redor do meio-dia eu tive uma secreção que eu acho que era o tal "tampão mucoso". De noitinha, comecei a sentir contrações, mas não muito fortes e com intervalo grande. Consegui dormir bem à noite, só acordei algumas vezes com dores um pouco mais fortes. Lá pelas 4:30 da manhã fiquei cronometrando as contrações por um tempo, mas ainda estavam bem espaçadas (15 minutos) e então voltei a dormir. Durante essa manhã o ritmo e a intensidade das contrações foram aumentando bem lentamente, até que finalmente agora estão de 10 em 10 minutos e mais fortes. Só aí resolvi ligar pra minha médica que me disse pra ir até o consultório dela pra avaliarmos a dilatação. Falou que se eu já estiver bem dilatada vamos direto para a Perinatal. Nem acredito! Torçam por mim!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Prorrogação

Dormi super mal essa noite, ansiosa com a expectativa das consultas. Finalmente a manhã chegou e fomos fazer a ultra. Fazia quase três semanas que eu não "via" o Antônio e foi ótimo poder admirá-lo pelo menos na telinha, já que ele ainda não resolveu nascer. O médico que fez a ultra (Dr. Baião, um dos pioneiros da ultrassonografia no Brasil, que trabalha com isso há 30 anos) nos garantiu que está tudo ótimo com ele, batimentos, tamanho, quantidade de líquido, etc. A estimativa é que ele esteja com 3,410kg de peso. Só que o Dr. Baião também falou que ele não estava com a menor pinta de que iria nascer tão cedo. Ou seja, ele está bem demais dentro da minha barriga. Ah, as circulares (frouxas) de cordão continuam lá, mas o médico não pareceu se importar com isso, porque o fluxo de sangue no cordão está ótimo.
Enquanto esperávamos o resultado, ouvi ele ligando pessoalmente pra minha obstetra pra falar do exame e ele repetiu que estava tudo muito bem com o Antônio.
À tarde fomos para a consulta com a minha obstetra. Ele me examinou e disse que nada mudou desde quinta-feira. Ou seja, nada de dilatação e como constatamos na ultra, o Antônio continua bem alto na minha barriga. Com isso, a indução do parto normal não é recomendável porque tem grandes chances de não funcionar. Então, porque o resultado da ultra foi muito bom, ela nos sugeriu esperar mais alguns dias pra ver se eu entro em trabalho de parto ou se pelo menos tenho dilatação para tentar a indução. Senão, faremos a cesária. Ficou combinado que na quinta eu vou me consultar de novo com ela e na sexta (dia 2 de março) ele nasce de qualquer jeito. Dessa vez, sem mais chances de prorrogações.

domingo, fevereiro 25, 2007

A espera continua

Como o Antônio ainda não resolveu nascer, vou relatar os acontecimentos dos últimos dias. Na quinta-feira fomos à médica, ela me examinou e disse que o meu colo do útero estava começando a se "apagar" (ficar mais fino), mas que eu ainda não tinha nada de dilatação. Além disso, o Antônio ainda não estava encaixado na minha pelve. Ela me pediu então pra fazer uma ultra na segunda-feira dia 26 e marcamos outra consulta pra segunda à tarde. Conforme o resultado da ultra e da consulta ela avaliará a possibilidade de indução do parto na terça-feira dia 27. Segundo ela, é necessário ter um índice de Bishop favorável para que a indução tenha uma chance boa de funcionar.

Dizem que o melhor a se fazer para "induzir" naturalmente o parto é se movimentar. Então, na sexta-feira fui caminhar de manhã cedo e depois fui fazer hidroginástica normalmente. De tarde fui até o Rio Sul com uma amiga que estava de passagem pelo Rio e queria comprar um presente para o Antônio. Acabamos comprando uma cadeirinha "relaxante" da Fisher-Price nas Lojas Americanas que vibra e toca musiquinha. O estranho é que no site das Lojas Americanas, uma cadeirinha desse tipo custa R$300, mas na loja custou R$129. Aliás, tinha muita coisa boa e barata da Fisher-Price lá.

No sábado estava um dia de sol maravilhoso, como têm estado todos os dias nas últimas semanas. Acordamos cedo e resolvemos ir à praia em Ipanema. Foi a melhor coisa que fizemos, porque o mar estava lindo, transparente e quase sem ondas. Vi até peixinhos nadando. Mas a maior surpresa foi encontrar com a minha obstetra, Dra. Isabella na praia. Eu estava saindo calmamente do mar e ouço alguém me chamando. Demorei um pouquinho pra reconhecê-la e depois rimos muito da coincidência. Afinal, era muito mais provável que nos encontrássemos no hospital do que na praia. Ela me disse que eu fiz bem de ter ido e tinha que aproveitar mesmo enquanto podia. Ainda brincou: o bom é que se você sentir qualquer coisa eu estou aqui perto e posso dar um atendimento VIP.

Na noite de sábado pra domingo, acordei sentindo cólicas intermetentes razoavelmente fortes, parecendo cólica menstrual. Fiquei um tempo acordada pra ver se estava entrando em trabalho de parto, tentei cronometrar as contrações que pareciam vir de 15 em 15 minutos, mas não tinha muita certeza de quando começavam e acabavam. Então relaxei e resolvi dormir de novo. De manhã acordei ainda sentindo a mesma coisa e resolvi ligar pra Dra. Isabella. Ela me disse que isso era só o pródromo do trabalho de parto, que eu poderia ainda ficar assim por vários dias e que podia até tomar Buscopan pra não sentir dor, coisa que eu não fiz. Mas disse que era melhor eu não ir a praia. Também disse que se eu estivesse mesmo em trabalho de parto, não conseguiria dormir nem fazer mais nada. Até agora continuo sentindo cólicas e de vez em quando tenho contrações leves, mas ainda nada significativo. A espera continua... Amanhã venho contar como foram a ultra e a consulta, isso se o Antônio não resolver nascer antes, quem sabe?