quarta-feira, abril 18, 2007

Antônio e seus fãs

Esse blog vai se encerrar por aqui, afinal eu não estou mais grávida e não tenho mais tanto tempo para escrever. Assim, resolvi fazer um fotolog para o Antônio (http://antonioeseusfas.nafoto.net), onde vou postar fotos dele e também escrever textos pequenos relacionados às fotos contando como vai a nossa vidinha. Por enquanto, coloquei as fotos da maternidade, incluindo as fotos tiradas na hora do parto pelo fotógrafo da Perinatal que não estavam no álbum que o Roberto fez. Para ver desde o começo, o link é http://antonioeseusfas.nafoto.net/photo20070412232746.html. Nas legendas, eu tento contar um pouco do que aconteceu por lá.

Pra terminar vou contar um pouquinho sobre a vida de mãe de recém nascido. Antes de ser mãe, eu sempre ouvia que ter um filho era uma mudança muito grande de vida, mas só dá pra ter noção do quanto isso é verdadeiro depois que o bebê nasce. Pelo menos no início, a sua vida fica completamente voltada para o bebê, principalmente para quem está amamentando e não tem babá como eu. Basicamente, o bebê mama, come, dorme, faz cocô, faz xixi, brinca um pouquinho e chora. Quando ele chora, você fica tentando adivinhar qual é o problema: será que ele está com fome? Com sono? Com cólicas? Tentamos fazer ele seguir uma rotina pra facilitar na adivinhação mas nem sempre isso funciona, porque tem dias que a fome vem mais depressa que o normal ou ele se recusa a dormir. Outro problema é que as vezes o bebê começa chorando por um motivo, não pára e depois começa a chorar por outro. Por exemplo, se ele está com cólicas e você tenta fazer ele mamar, ele não vai querer. Mas daqui a pouco, passam as cólicas e ele já está com fome. Só que até você descobrir isso e tentar dar de mamar de novo, o bebê já está gritando de fome e não de cólicas.

Além disso, eventos inesperados sempre acontecem. Por exemplo, você coloca o bebê para dormir no berço, ele parece estar dormindo bem e você relaxa. Daqui a 15 minutos ele acorda de novo chorando, você tenta acalmá-lo balançando-o suavemente e dando a chupeta. Ele não pára de chorar e você não entende porque até finalmente levantá-lo do berço e descobrir que o xixi vazou da fralda e o colchão está todo molhado por baixo do bebê.

Eu tenho muita sorte porque tenho um marido que tem muito jeito com criança e me ajuda muito. Caso contrário, seria bem difícil passar por esses primeiros meses sem uma babá ou outra ajuda. A minha mãe e a minha sogra também visitam frequentemente e ajudam bastante. Com isso eu até consigo dar umas saidinhas de vez em quando para mudar de ares e voltar renovada para cuidar do Antônio.

A recompensa maior de todo esse trabalho é poder passar os dias fazendo carinho, beijando, brincando e acompanhando o desenvolvimento do meu filho lindo. Agora, com 7 semanas, ele já fica bastante tempo brincando com o móbile e outros brinquedinhos, presta muita atenção no que a gente fala, e até faz uns sonzinhos de volta. E a coisa mais linda são os sorrisões que ele dá pra gente, como esse da foto.

domingo, março 04, 2007

De volta em casa

Chegamos em casa ontem, mas só agora consegui vir para o computador. Nem pareço a mesma pessoa. O Antônio está dormindo sossegado agora depois de mamar bem, então consegui um tempinho pra vir aqui agradecer. Muito obrigada pelos recadinhos! Fiquei muito emocionada! Muito mesmo!

Estamos ótimos, apesar do "caos" que são os primeiros dias, porque tudo, absolutamente tudo é novo, pro bebê e pra gente como pais. Eu e o Roberto estamos completamente apaixonados pelo Antônio!

Depois eu faço um relato de parto mais completo, mas já adianto que foi cesárea. Não era o tipo de parto que eu queria, mas graças a Deus que existe essa opção pra quando ela é necessária! Apesar de ficar horas em horas em trabalho de parto, eu não tive dilatação nenhuma e o Antônio não encaixou. Isso porque a cabecinha dele estava numa posição estranha ("mal-fletida"), em vez de estar com o alto da cabeça pra baixo, ele estava com o queixo pra baixo. E por causa das duas circulares de cordão ele não conseguia ir para a posição certa, mesmo com as contrações fortes e ritmadas.

Continuo super a favor do parto normal, porque sou testemunha de que a recuperação de uma cesárea não é nada agradável. Dói bastante nos primeiros dias e além disso eu fui "entupida" de remédios, que me deixaram um pouco dopada. Então, acho que o parto normal deve ser sempre a primeira opção, e se eu tiver outro filho vou tentar parto normal de novo. Até porque eu achei as dores das contrações bem suportáveis.

Mas nada disso importa pra mim nesse momento. O que importa mesmo é que meu filho nasceu bem, saudável e a cada minuto fazemos juntos uma nova descoberta.

quinta-feira, março 01, 2007

Edição extraordinária!

Antônio Zadrozny Felinto de Oliveira, filho de Bianca Zadrozny e Roberto Imbuzeiro Moraes Felinto de Oliveira, nasceu no dia 28 de fevereiro de 2007, às 20h, no bairro das Laranjeiras da cidade do Rio de Janeiro. Mãe e bebê passam muito bem. O pai veio aqui escrever este breve post.

http://www.flickr.com/photos/7228362@N08/

PS: Foto no site da Perinatal.

http://www.perinatal.com.br/site2/scripts/internet/bebes.asp?codigo=PI112578

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Está chegando a hora!

Finalmente! Ontem ao redor do meio-dia eu tive uma secreção que eu acho que era o tal "tampão mucoso". De noitinha, comecei a sentir contrações, mas não muito fortes e com intervalo grande. Consegui dormir bem à noite, só acordei algumas vezes com dores um pouco mais fortes. Lá pelas 4:30 da manhã fiquei cronometrando as contrações por um tempo, mas ainda estavam bem espaçadas (15 minutos) e então voltei a dormir. Durante essa manhã o ritmo e a intensidade das contrações foram aumentando bem lentamente, até que finalmente agora estão de 10 em 10 minutos e mais fortes. Só aí resolvi ligar pra minha médica que me disse pra ir até o consultório dela pra avaliarmos a dilatação. Falou que se eu já estiver bem dilatada vamos direto para a Perinatal. Nem acredito! Torçam por mim!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Prorrogação

Dormi super mal essa noite, ansiosa com a expectativa das consultas. Finalmente a manhã chegou e fomos fazer a ultra. Fazia quase três semanas que eu não "via" o Antônio e foi ótimo poder admirá-lo pelo menos na telinha, já que ele ainda não resolveu nascer. O médico que fez a ultra (Dr. Baião, um dos pioneiros da ultrassonografia no Brasil, que trabalha com isso há 30 anos) nos garantiu que está tudo ótimo com ele, batimentos, tamanho, quantidade de líquido, etc. A estimativa é que ele esteja com 3,410kg de peso. Só que o Dr. Baião também falou que ele não estava com a menor pinta de que iria nascer tão cedo. Ou seja, ele está bem demais dentro da minha barriga. Ah, as circulares (frouxas) de cordão continuam lá, mas o médico não pareceu se importar com isso, porque o fluxo de sangue no cordão está ótimo.
Enquanto esperávamos o resultado, ouvi ele ligando pessoalmente pra minha obstetra pra falar do exame e ele repetiu que estava tudo muito bem com o Antônio.
À tarde fomos para a consulta com a minha obstetra. Ele me examinou e disse que nada mudou desde quinta-feira. Ou seja, nada de dilatação e como constatamos na ultra, o Antônio continua bem alto na minha barriga. Com isso, a indução do parto normal não é recomendável porque tem grandes chances de não funcionar. Então, porque o resultado da ultra foi muito bom, ela nos sugeriu esperar mais alguns dias pra ver se eu entro em trabalho de parto ou se pelo menos tenho dilatação para tentar a indução. Senão, faremos a cesária. Ficou combinado que na quinta eu vou me consultar de novo com ela e na sexta (dia 2 de março) ele nasce de qualquer jeito. Dessa vez, sem mais chances de prorrogações.